
As promessas feitas nas férias são piores do que as promessas feitas na passagem de ano (até mesmo, porque não há o pretexto da bebida).
Noutro dia, acordei às 9 da manhã graças a um telefonema e vi que não ia conseguir dormir mais. Peguei um livro e fui ler na varanda, sentindo aquele calorzinho do sol tocando a pele exposta das pernas, rosto e braços. Em menos de quinze minutos, estava derretendo e decidi tomar sol de verdade. Animada, vesti o biquini e tomei sol a manhã toda, até não poder aguentar mais o calor. Prometi que todas as manhãs faria isso, pelo resto das férias! Mas acordei já passava das doze horas no outro dia... Lá se foi qualquer animação pelo ralo.
Então decidi que, já que não podia aproveitar o solzinho da manhã, iria andar de bicicleta aqui perto de casa antes do almoço. Bastou olhar para a bike e para a rua para a preguiça sentar em cima da minha cabeça: pneu furado. E a rua estava tããão longe...
Agora estou na onda da malhação. Vinte minutinhos por dia no aparelho de ginástica. Decidi ontem. Hoje, estava morrendo nos cinco primeiros minutos, mas segui heróicamente até o fim do tempo determinado! Após vinte minutos me sentindo um hamster, pensei se seriam realmente nescessários vinte minutos! Começo a me preocupar com o amanhã. E se não me mantiver obstinada? E se o chocolate ou mesmo minha cama forem mais fortes do que minha boa vontade?
É, essas promessas de férias duram o tempo exato da insana falta do que fazer... Ah, o ócio...
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