
Quando tinha cinco anos, ganhei uma cahorra da raça Golden Retriever. Ela era dourada , uma bolinha de pêlo. Linda! Laila era seu nome. Brincávamos todo dia, fazia a lição deitada nela, dava a minha comida pra ela comer junto comigo, entrava naquelas piscininhas de plástico com ela, brincava no quintal o dia inteiro... Era a minha princesinha. Mas, como nada dura pra sempre, a Laila desenvolveu um tumor na faringe e morreu.
Passou um tempo e, então, uma amiga da minha mãe entrou em contato com ela. Havia engravidado e, algumas semanas antes, havia comprado uma cachorrinha. Agora não podia ficar com ela e precisava de um novo dono. Ficou combinado que iríamos fazer uma visita, mas minha mãe já foi avisando a família que não estava propensa a aceitar.
Chegamos no prédio e pegamos o elevador até o andar indicado. Assim que a porta se abriu, uma coisinha peluda entrou correndo, cheirando e abanando o rabo. Estupor imediato! Ela era perfeita! Uma bernese preta, bem peluda.
Trouxemos para casa e soltamos no quintal, coisa que, pelo visto, ela nunca havia entrado em contato. A Nina (foi assim que chamamos) comeu tanta terra, mas taaanta terra que achamos que ela ia passar mal. Mas não passou. Pelo contrário, acabou com tudo, de terra a planta. Tadinha, é filhote, foi o pensamento geral.
Mas aquela fofurinha se transformou em um monstro em pouco mais de uma mês! Só a pata dela é de um tamanho monstruoso, imaginem o resto! Pior de tudo: continua estabanada, criançona.
Os problemas não pararam de surgir. A Nina encheu o terreno inteiro de pêlo, inclusive a piscina
e, não me pergutem como, a comida! Não é raro encontrar um pêlo preto na comida, o que acaba com o almoço. Ela também comeu todos os vasinhos de planta (e as plantas), comeu as frutas das árvores, a comida do comedouro dos passarinhos e todo o mais que conseguiu achar. Além disso, tudo é brincadeira praquele cérebro de minhoca. Noutro dia, o telefone tocou e eu corri para atender a tempo. Resultado: a Nina viu e correu na minha direção. Quando vi aquela montanha de pêlo vindo pra mim, virei e comecei a correr no sentido contrário o mais rápido que consegui, mas não foi o suficiente. Ela se chocou contra mim bem na altura dos joelhos e eu cai por cima dela. (¬¬) Pra sair de casa, é necessário todo um plano de fuga para não dar de cara com ela e manter as roupas limpas.
e, não me pergutem como, a comida! Não é raro encontrar um pêlo preto na comida, o que acaba com o almoço. Ela também comeu todos os vasinhos de planta (e as plantas), comeu as frutas das árvores, a comida do comedouro dos passarinhos e todo o mais que conseguiu achar. Além disso, tudo é brincadeira praquele cérebro de minhoca. Noutro dia, o telefone tocou e eu corri para atender a tempo. Resultado: a Nina viu e correu na minha direção. Quando vi aquela montanha de pêlo vindo pra mim, virei e comecei a correr no sentido contrário o mais rápido que consegui, mas não foi o suficiente. Ela se chocou contra mim bem na altura dos joelhos e eu cai por cima dela. (¬¬) Pra sair de casa, é necessário todo um plano de fuga para não dar de cara com ela e manter as roupas limpas.Um dia, estava na varanda com minha mãe, ela reclamando da Nina e eu tentando defender. Eis que a dita cuja chega e fica arfando ali perto. Falei: Mãe, a Nina é um doce. E, me virando pra ela, tentei: Nina, faz cara de lady.
Ao que ela completou com um arroto à altura.
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